Histórico
O MDB - MOVIMENTO
DEMOCRÁTICO BRASILEIRO foi registrado na justiça eleitoral
em 24 de março de 1966. Sua fundação decorreu
da extinção dos partidos políticos imposta
pelo Ato Institucional n.º2, o AI-2. Com este ato arbitrário
o governo militar instalou o bipartidarismo no Brasil. Um destes
partidos, o oficial, a ARENA, serviu para representar os interesses
dos autoproclamados "revolucionários". O outro,
de oposição, o MDB, serviu de abrigo a todos aqueles
que queriam lutar pelo retorno do País ao Estado de Direito.
Daí em diante, o MDB tornou-se o principal instrumento político
de oposição democrática ao autoritarismo. O
seu primeiro presidente foi o senador Oscar Passos, do Acre.
Em 29 de novembro
de 1979, em novo casuísmo eleitoral, o governo militar decidiu
restaurar o pluripartidarismo, extinguindo novamente os dois partidos
existentes e dando prazo para que se constituíssem outros.
Entre outras exigências estava a de que, os novos, tivessem
em sua denominação a expressão "Partido".
O propósito era o de esvaziar a mística da sigla MDB
entre os eleitores brasileiros.
No dia 15 de janeiro de
1980, os principais líderes do MDB se reuniram na sala da
Comissão de Relações Exteriores da Câmara
dos Deputados, para fundar o PMDB – PARTIDO DO MOVIMENTO DEMOCRÁTICO
BRASILEIRO. O registro provisório foi deferido em 9 de junho
de 1980 pelo Tribunal Superior Eleitoral. Conforme a lei, o partido
teve o prazo de um ano para a sua organização definitiva.
O PMDB aprofundou
sua luta pela redemocratização, tornando-se o principal
intérprete das legítimas aspirações
da Nação. Sob o comando de Ulysses Guimarães,
o partido liderou as campanhas históricas da Anistia, Diretas-Já
e pela convocação da Assembléia Nacional Constituinte,
que elaborou a atual Constituição Federal, chamada
por Ulysses de "Constituição-Cidadã".
No Rio Grande do
Sul, o MDB foi dirigido inicialmente por Siegfried Emannuel Heuser,
cassado pelo regime militar. Seu substituto foi Pedro Simon, que,
durante longo período, constituiu-se no elo fundamental da
unidade do MDB e seu principal articulador na transição
para o PMDB. Sob a presidência do então deputado estadual
Pedro Simon e coordenado pelo professor André Forster foi
criado o IEPES – Instituto de Estudos Políticos e Sociais,
que, a época, transformou Porto Alegre no mais importante
centro político de resistência ao regime de força.
Estiveram em Porto
Alegre, proferindo conferências seguidas de debates que se
prolongavam pela madrugada, figuras do porte intelectual de Oscar
Pedroso Horta, Fernando Henrique Cardoso, Mario Soares, Paul Singer,
Francisco de Oliveira, Vinicius Caldeira Brandt, Sobral Pinto, Roland
Corbusier, general Peri Constant Bevilacqua, Bolívar Lamounier,
entre outros.
Também presidiram
o PMDB/RS Carlos Giacomazzi, Lélio Souza, André Forster,
Giovani Feltes, Wilson Cighachi (interinamente), Odacir Klein e
César Schirmer. Na última Convenção
Estadual, em 17 de dezembro de 2006, Pedro Simon foi reeleito presidente
do partido para a gestão 2006/2008 e licenciou-se do cargo
por tempo interminado em abril de 2007. Atualmente o deputado estadual
Márcio Biolchi presidente interinamente o partido.
O PMDB Gaúcho
governou três vezes o Rio Grande do Sul. De 1986 a 1990 com
Pedro Simon; de 1994 a 1998 com Antonio Britto e, de 2003 a 2006
com Germano Rigotto. Os governos peemedebistas sempre se destacaram
pelas suas expressivas realizações, visando à
modernização do estado, gerando rapidez e eficiência
à máquina administrativa. |