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Quarta-feira, 09 de dezembro de 2009
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Notícias
A grande arma do planeta
Por Gabriel Souza
Desde o inicio desta década um tema tem ocupado cada vez mais espaços na agenda nacional e global: a preocupação em preservar o meio ambiente. O que antes era uma bandeira de poucos, hoje se torna um consenso: temos que formular políticas públicas capazes de: 1) orientar a população sobre o impacto negativo dos vários tipos de poluição e degradações à natureza que podemos causar em nosso dia-a-dia; 2) fortalecer e criar práticas voltadas para o uso sustentável dos recursos naturais sem prejudicar o desenvolvimento; e 3) compartilhar e cobrar essas ações com outras nações para constituirmos uma nova realidade mundial.
A movimentação em torno do tema tem aumentado consideravelmente. Novas organizações da sociedade se formam com o intuíto de engrossar a rede pró-consciência verde, a mídia em geral destina mais atenção, empresas criam selos de respeito à natureza, reuniões de cúpula ocorrem no mundo inteiro (falar nisso, a COP 15 entre os dias 7 e 18 de dezembro desse ano, em Copenhague, na Dinamarca) e, é claro, a classe política insere a pauta na agenda do país. O governo tem feito sua parte através da Política Nacional de Energia Limpa. O Brasil é dono de tecnologia de ponta em biodiesel e investe em energia eólica, onde, no Rio Grande do Sul e no Ceará, teremos a oportunidade de efetivar a construção de uma dúzia de parques eólicos através de PPP’s com empresas multinacionais.
Agora, muito provavelmente a preservação do meio ambiente deverá ser ainda mais priorizada, visto as últimas intempéries climáticas. Grandes secas, torrenciais temporais, chuvas de granizo, instabilidade total do tempo, tufões, desabamentos e outras catástrofes tem ocorrido com assustadora freqüência, deixando um rastro de destruição, mortes e prejuízos enormes para a economia. Para exemplificar o que escrevo, cito o mês de novembro no Rio Grande do Sul, o mais chuvoso em 40 anos. Ou seja, o desequilíbrio ambiental, causa principal desses fenômenos climáticos, chegou às nossas portas, interferindo diretamente em nossas vidas.
Se é verdade que todo o somatório de esforços reunidos até então em torno da causa, por parte dos governos, corporações privadas e sociedade foi, é e será muito importante, também é verdade que o que será decisivo nessa luta será a participação ativa de cada um dos habitantes do planeta e é urgente que façamos isso maciçamente o quanto antes. Ou seja, os pequenos atos, as pequenas atitudes, no uso racional da água, na opção por combustíveis e energias limpas, no cultivo agropecuário responsável, serão fundamentais. Isso já foi e é dito insistentemente sem grandes resultados positivos? Talvez, mas não desanimemos.
Em pesquisa divulgada pela MTV no início desse ano, constatou-se o que muitos já sabiam: uma grande parcela da juventude sabe da dimensão do problema e se preocupa muito com isso. Dos jovens que se preocupam com a temática, 45% dão preferência para produtos de empresas que têm programas para preservação do meio-ambiente e 38% já fizeram alguma reivindicação na escola a favor da causa. Além de contradizer a frase pronta que "a juventude é alienada", pesquisas assim reforçam a importância do protagonismo juvenil para contribuir com o desenvolvimento do país.
Os principais especialistas no assunto já se aperceberam disso faz algum tempo, voltando o foco de suas atuações para o público jovem. As maiores organizações ambientais do mundo também, como por exemplo o Greenpeace e a WWF, priorizam a juventude, assim como diversos governos progressistas, a maioria do Primeiro Mundo. A geração da "onda jovem" prova que deseja exercer sua cidadania na plenitude e é parceira pela preservação do meio ambiente, se tiver uma forcinha do Estado, será a grande arma pela sobrevivência do planeta.
*Secretário-geral nacional da JPMDB, membro titular do Conselho Nacional de Juventude e ex-presidente da JPMDB/RS
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Quarta-feira, 09 de dezembro de 2009
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A grande arma do planeta
Por Gabriel Souza
Desde o inicio desta década um tema tem ocupado cada vez mais espaços na agenda nacional e global: a preocupação em preservar o meio ambiente. O que antes era uma bandeira de poucos, hoje se torna um consenso: temos que formular políticas públicas capazes de: 1) orientar a população sobre o impacto negativo dos vários tipos de poluição e degradações à natureza que podemos causar em nosso dia-a-dia; 2) fortalecer e criar práticas voltadas para o uso sustentável dos recursos naturais sem prejudicar o desenvolvimento; e 3) compartilhar e cobrar essas ações com outras nações para constituirmos uma nova realidade mundial.
A movimentação em torno do tema tem aumentado consideravelmente. Novas organizações da sociedade se formam com o intuíto de engrossar a rede pró-consciência verde, a mídia em geral destina mais atenção, empresas criam selos de respeito à natureza, reuniões de cúpula ocorrem no mundo inteiro (falar nisso, a COP 15 entre os dias 7 e 18 de dezembro desse ano, em Copenhague, na Dinamarca) e, é claro, a classe política insere a pauta na agenda do país. O governo tem feito sua parte através da Política Nacional de Energia Limpa. O Brasil é dono de tecnologia de ponta em biodiesel e investe em energia eólica, onde, no Rio Grande do Sul e no Ceará, teremos a oportunidade de efetivar a construção de uma dúzia de parques eólicos através de PPP’s com empresas multinacionais.
Agora, muito provavelmente a preservação do meio ambiente deverá ser ainda mais priorizada, visto as últimas intempéries climáticas. Grandes secas, torrenciais temporais, chuvas de granizo, instabilidade total do tempo, tufões, desabamentos e outras catástrofes tem ocorrido com assustadora freqüência, deixando um rastro de destruição, mortes e prejuízos enormes para a economia. Para exemplificar o que escrevo, cito o mês de novembro no Rio Grande do Sul, o mais chuvoso em 40 anos. Ou seja, o desequilíbrio ambiental, causa principal desses fenômenos climáticos, chegou às nossas portas, interferindo diretamente em nossas vidas.
Se é verdade que todo o somatório de esforços reunidos até então em torno da causa, por parte dos governos, corporações privadas e sociedade foi, é e será muito importante, também é verdade que o que será decisivo nessa luta será a participação ativa de cada um dos habitantes do planeta e é urgente que façamos isso maciçamente o quanto antes. Ou seja, os pequenos atos, as pequenas atitudes, no uso racional da água, na opção por combustíveis e energias limpas, no cultivo agropecuário responsável, serão fundamentais. Isso já foi e é dito insistentemente sem grandes resultados positivos? Talvez, mas não desanimemos.
Em pesquisa divulgada pela MTV no início desse ano, constatou-se o que muitos já sabiam: uma grande parcela da juventude sabe da dimensão do problema e se preocupa muito com isso. Dos jovens que se preocupam com a temática, 45% dão preferência para produtos de empresas que têm programas para preservação do meio-ambiente e 38% já fizeram alguma reivindicação na escola a favor da causa. Além de contradizer a frase pronta que "a juventude é alienada", pesquisas assim reforçam a importância do protagonismo juvenil para contribuir com o desenvolvimento do país.
Os principais especialistas no assunto já se aperceberam disso faz algum tempo, voltando o foco de suas atuações para o público jovem. As maiores organizações ambientais do mundo também, como por exemplo o Greenpeace e a WWF, priorizam a juventude, assim como diversos governos progressistas, a maioria do Primeiro Mundo. A geração da "onda jovem" prova que deseja exercer sua cidadania na plenitude e é parceira pela preservação do meio ambiente, se tiver uma forcinha do Estado, será a grande arma pela sobrevivência do planeta.
*Secretário-geral nacional da JPMDB, membro titular do Conselho Nacional de Juventude e ex-presidente da JPMDB/RS
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