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Segunda-feira, 04 de janeiro de 2010
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Notícias
Mulher – a última e desconhecida fronteira
Por Salma Valencio
Temos que promover a libertação da mulher que está presa dentro da própria mulher, isto não se dará através de decretos e leis, isto se realizará através do exercício diário de descobrir-se mulher, de acreditar-se mulher.
É necessário que a própria mulher queira resgatar a si mesma, para tornar-se mulher.
Acreditar em si como ser completo, protagonista de sua própria história, de seu próprio tempo. Agente transformador de si e da sociedade em que vive. Ter a coragem de tomar as rédeas de sua própria vida, a coragem de tornar concretas suas opiniões, de ver a si e as suas pares como seres capazes e atuantes.
Ousar acreditar no trabalho e diligência de outras mulheres, acreditar e apoiar. Ousar compartir, compartilhar, ser firme como rocha; dar vida e dignidade ao outro, ser implacável e barrar o aniquilamento do ser humano e o próprio aniquilamento.
Libertar a mulher de si mesma, é, com certeza, a última fronteira, não só a busca pela justiça, inclusão, pelo mercado de trabalho, saúde, educação, enfim, a busca pela libertação das amarras culturais, psicológicas, sociais, de paradigmas opressores impostos por nós mesmas. Estas correntes foram criadas por nós, por nossa passividade, por nossa agressividade, por nosso servilismo.
Ultrapassar esta fronteira só nós podemos, o decreto só nós podemos assinar. Mas com certeza não é fácil tomar esta atitude, pois é necessário querer e para querer é necessário ver a escrava, saber-se escrava de si mesma, saber-se vítima de suas próprias armadilhas.
Para romper esta fronteira é necessário exercitar uma qualidade, uma atitude que nem sempre nos foi estimulada – a generosidade com nós mesmas, não a auto-piedade, mas a generosidade, ou seja, permitir-se a própria liberdade. Sejamos generosas.
* 2ª Coordenadora Adjunta (Canoas)
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Segunda-feira, 04 de janeiro de 2010
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Notícias
Mulher – a última e desconhecida fronteira
Por Salma Valencio
Temos que promover a libertação da mulher que está presa dentro da própria mulher, isto não se dará através de decretos e leis, isto se realizará através do exercício diário de descobrir-se mulher, de acreditar-se mulher.
É necessário que a própria mulher queira resgatar a si mesma, para tornar-se mulher.
Acreditar em si como ser completo, protagonista de sua própria história, de seu próprio tempo. Agente transformador de si e da sociedade em que vive. Ter a coragem de tomar as rédeas de sua própria vida, a coragem de tornar concretas suas opiniões, de ver a si e as suas pares como seres capazes e atuantes.
Ousar acreditar no trabalho e diligência de outras mulheres, acreditar e apoiar. Ousar compartir, compartilhar, ser firme como rocha; dar vida e dignidade ao outro, ser implacável e barrar o aniquilamento do ser humano e o próprio aniquilamento.
Libertar a mulher de si mesma, é, com certeza, a última fronteira, não só a busca pela justiça, inclusão, pelo mercado de trabalho, saúde, educação, enfim, a busca pela libertação das amarras culturais, psicológicas, sociais, de paradigmas opressores impostos por nós mesmas. Estas correntes foram criadas por nós, por nossa passividade, por nossa agressividade, por nosso servilismo.
Ultrapassar esta fronteira só nós podemos, o decreto só nós podemos assinar. Mas com certeza não é fácil tomar esta atitude, pois é necessário querer e para querer é necessário ver a escrava, saber-se escrava de si mesma, saber-se vítima de suas próprias armadilhas.
Para romper esta fronteira é necessário exercitar uma qualidade, uma atitude que nem sempre nos foi estimulada – a generosidade com nós mesmas, não a auto-piedade, mas a generosidade, ou seja, permitir-se a própria liberdade. Sejamos generosas.
* 2ª Coordenadora Adjunta (Canoas)
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